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Companhias voltam a gastar com TI em 2018 (Valor Econômico | 2 de abril de 2019 | Gustavo Brigatto)

Depois de alguns anos segurando investimentos, as empresas desengavetaram projetos de tecnologia no Brasil em 2018. Os gastos com TI aumentaram 9,8% no país, impulsionados pelo cenário mais positivo que se desenhava para este ano, de acordo com dados da empresa de pesquisas IDC.

A expectativa para 2019 também é de elevação nos desembolsos, a uma taxa de 10,5%, pouco mais que o dobro da média mundial. Somando o mercado de telecomunicações, a estimativa é de um avanço de 4,9%. Se a perspectiva se concretizar, o Brasil retomará o crescimento histórico de duas vezes o ritmo do mercado mundial — velocidade que apresentava antes do período de crise econômica.

Na avaliação de Jorge Sukarie, presidente do conselho da Associação Brasileira das Empresas de Software (Abes), o avanço mais acelerado que a média mundial nessa proporção tem condições de ser mantido nos próximos anos com a recuperação da economia.

De acordo com ele, este ano começou forte, com as vendas dobrando em relação a 2018 nos meses de janeiro e fevereiro. Em março, houve uma desaceleração, com um desempenho pouco acima do ano passado. Para abril e maio, a expectativa é que esse quadro se mantenha, no aguardo das discussões sobre a reforma da Previdência. 

“Dependendo do que vier, em junho teremos um ritmo mais acelerado”, disse Sukarie, que também preside a Brasoftware, empresa que trabalha principalmente com produtos Microsoft,

Em 2018, os gastos com tecnologia no Brasil somaram US$ 46,6 bilhões (cerca de R$ 170,4 bilhões). O país se manteve na nona posição entre as nações que mais gastam com hardware, software e serviços, com uma fatia de 3% — equivalente à participação do país no PIB global. Na América Latina, o Brasil representa o principal mercado, com 42,8% dos US$ 108,8 bilhões gastos na região, mais que o dobro do México, que ficou com 20%.

Na divisão por segmentos, o hardware continua como o principal item comprado pelas empresas no Brasil — corresponde a 51,3% do total. O percentual está um pouco acima da média global, de 45%, e é bem superior ao de mercados mais desenvolvidos (ao redor de 35%), o que mostra que o consumo de tecnologia ainda amadurece no país, apesar de já ter evoluído bastante nos últimos anos. Há 15 anos, a fatia do hardware passava de 60%. Hoje, os serviços representam 26,2% e os softwares, os 22,5% restantes.

Sob uma perspectiva global, os gastos com tecnologia atingiram US$ 2,2 trilhões. Os EUA encabeçam a lista dos países com maior orçamento: US$ 822 bilhões, ou 37% do total. Apesar de todo movimento de startups e desenvolvimento de novas tecnologias, a China ocupa um distante segundo lugar, com US$ 250 bilhões. Japão (US$ 140 bilhões), Reino Unido (US$ 110 bilhões), Alemanha (US$ 100 bilhões) e França (71 bilhões) surgem na sequência, mantendo as mesmas posições do ano passado. Índia e Canadá trocaram de lugar. Com um crescimento mais acelerado, a Índia assumiu a oitava colocação, com US$ 56 bilhões.

Entre as tendências de investimento por parte das empresas no Brasil para 2019, a IDC destaca as tecnologias de segurança que usam recursos avançados como inteligência artificial, a adoção de inteligência artificial, o uso sistemas de análise de dados, a aceleração no uso de serviços de empresas como Amazon e Microsoft (a chamada nuvem pública), o aumento no número de projetos de internet das coisas e a adoção de metodologias que acelerem o desenvolvimento de sistemas usados internamente pelas companhias.

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Postado 11 semanas atrás

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